Cabeçalho actual: Ministro não prevê veto de Cavaco
Prevejo um cabeçalho futuro: Ministro não previu veto de Cavaco
Tuesday, June 16, 2009
Thursday, May 28, 2009
Por acaso, até acho que serve...
Editorial: A política social não serve para nada (ler aqui).
Concordo com o princípio - não nascemos todos iguais, cada um de nós tem as suas limitações, hard-coded no nosso genetic makeup.
E no entanto...
Acho que é justamente por isso que as "políticas sociais" são importantes. Se cada um de nós tem as suas limitações intrínsecas, então nada melhor para uma verdadeira meritocracia que o nivelar do playing field - ficamos todos ao mesmo nível e depois cada um que mostre do que é capaz. Dadas as discrepâncias reinantes na nossa sociedade, isso é impossível sem essas tais "políticas sociais".
Aliás, mesmo com as "políticas sociais", o nivelamento nunca será completo. Alguém duvida que uma criança brilhante que viva num bairro degradado vai ter muito mais dificuldade em realizar o seu potencial que uma criança mais limitada que tenha tido a sorte de nascer numa família de posses?
Não duvido do princípio. Simplesmente, duvido da sua utilidade. Quando chegarmos a uma sociedade onde os filhos são retirados aos pais à nascença e colocados em total igualdade de circunstâncias, aí - e apenas aí - fará sentido prestarmos atenção à inteligência dos genes.
Até lá, há factores muito mais desequilibrantes que o genetic makeup de cada um.
Concordo com o princípio - não nascemos todos iguais, cada um de nós tem as suas limitações, hard-coded no nosso genetic makeup.
E no entanto...
Acho que é justamente por isso que as "políticas sociais" são importantes. Se cada um de nós tem as suas limitações intrínsecas, então nada melhor para uma verdadeira meritocracia que o nivelar do playing field - ficamos todos ao mesmo nível e depois cada um que mostre do que é capaz. Dadas as discrepâncias reinantes na nossa sociedade, isso é impossível sem essas tais "políticas sociais".
Aliás, mesmo com as "políticas sociais", o nivelamento nunca será completo. Alguém duvida que uma criança brilhante que viva num bairro degradado vai ter muito mais dificuldade em realizar o seu potencial que uma criança mais limitada que tenha tido a sorte de nascer numa família de posses?
Não duvido do princípio. Simplesmente, duvido da sua utilidade. Quando chegarmos a uma sociedade onde os filhos são retirados aos pais à nascença e colocados em total igualdade de circunstâncias, aí - e apenas aí - fará sentido prestarmos atenção à inteligência dos genes.
Até lá, há factores muito mais desequilibrantes que o genetic makeup de cada um.
Tuesday, May 26, 2009
Tuesday, March 10, 2009
Parabéns
Começo por dar os parabéns a Milton Friedman, e a toda aquela malta porreiraça da Universidade de Chicago.
Não podemos esquecer os patrocinadores, claro... não só os grandes nomes, como Reagan nos USA e Thatcher no UK, mas também os mais pequerruchos, que não ficam na memória, como um nome qualquer que não estou com pachorra para procurar, certamente terminado em "-son", na Islândia.
Graças a todo o esforço desenvolvido por estas mentes brilhantes, forjou-se um determinado mindset, que se estabeleceu, evoluiu e eliminou o mindset anterior, gasto e obsoleto. Em meados dos 80s surge o lema que melhor personifica esse novo mindset - "Greed is good".
E esta cavalgada triunfante atinge um novo auge quando se anuncia que podemos estar perante a primeira contração económica global desde a WWII.
Parabéns, pázinhos!
Que é como quem diz... se calhar, os velhotes que criaram o tal mindset gasto e obsoleto que depois se eliminou até percebiam alguma coisa do assunto.
Mal comparado, e com as devidas reservas, lembra-me o tsunami de 2004, na Ásia. A maioria dos nativos mais "retrógados" sobreviveu ao desastre, porque soube reconhecer os sinais que precederam a tragédia (um pouco à semelhança da criança inglesa, que tinha recentemente estudado esse tema na escola). Já os mais "evoluídos"... enfim... a evolução tem muito que se lhe diga, principalmente quando assume que quem veio antes de nós não tem nada de útil para nos ensinar.
Em 99.9% dos casos, é justamente o oposto.
Não podemos esquecer os patrocinadores, claro... não só os grandes nomes, como Reagan nos USA e Thatcher no UK, mas também os mais pequerruchos, que não ficam na memória, como um nome qualquer que não estou com pachorra para procurar, certamente terminado em "-son", na Islândia.
Graças a todo o esforço desenvolvido por estas mentes brilhantes, forjou-se um determinado mindset, que se estabeleceu, evoluiu e eliminou o mindset anterior, gasto e obsoleto. Em meados dos 80s surge o lema que melhor personifica esse novo mindset - "Greed is good".
E esta cavalgada triunfante atinge um novo auge quando se anuncia que podemos estar perante a primeira contração económica global desde a WWII.
Parabéns, pázinhos!
Que é como quem diz... se calhar, os velhotes que criaram o tal mindset gasto e obsoleto que depois se eliminou até percebiam alguma coisa do assunto.
Mal comparado, e com as devidas reservas, lembra-me o tsunami de 2004, na Ásia. A maioria dos nativos mais "retrógados" sobreviveu ao desastre, porque soube reconhecer os sinais que precederam a tragédia (um pouco à semelhança da criança inglesa, que tinha recentemente estudado esse tema na escola). Já os mais "evoluídos"... enfim... a evolução tem muito que se lhe diga, principalmente quando assume que quem veio antes de nós não tem nada de útil para nos ensinar.
Em 99.9% dos casos, é justamente o oposto.
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